Estamos encerrando a primeira quinzena de maio e com o passar do mês começam a vencer as tarifas de água, de luz, boletos bancários, mensalidades escolares e outros gastos que são rotineiros na vida social de cada um. Dentro desta situação quem é servidor público fica sempre na expectativa de receber o seu salário dentro dos prazos regulamentados na legislação trabalhista para honrar com seus compromissos. Na esfera estadual a cada mês os funcionários ficam apreensivos sobre quando sairá a escala de pagamento. Nesta sexta-feira (15) durante coletiva de imprensa o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), informou que não tem previsão para pagar a folha salarial do mês trabalhado de abril, por causa da queda brusca de receitas.
Zema lamentou não ter conseguido dar previsão de pagamento do funcionalismo em abril e maio. “Infelizmente, não consegui fazer devido à queda na arrecadação. Eu não tenho dinheiro e não sei quando vou ter para pagar. Esta é a situação do estado. Esperamos que a ajuda do Governo Federal chegue este mês, mas ela não vai equacionar o problema. Não teremos condição de pagar as obrigações do estado, mesmo as mais relevantes. Não haverá recursos para pagarmos integralmente a folha de pagamento e o repasse aos poderes. A lei me manda fazer as duas coisas, mas ela não resolve o problema de caixa. Mesmo com todo o contingenciamento que fizemos ainda não é suficiente”.
Na coletiva de imprensa a atual situação financeira do Estado foi detalhada. Participaram da coletiva o secretário-geral Mateus Simões; o secretário de Governo Igor Eto; o secretário de Fazenda Gustavo Barbosa e o secretário de Planejamento e Gestão Otto Levy.
Os atrasos no pagamento da folha salarial dos servidores são recorrentes desde o governo de Fernando Pimentel (PT). Inclusive, em 2018, o ex-governador encerrou o mandato sem pagar o 13º dos trabalhadores. Atualmente, uma parcela dos funcionários estaduais ainda está sem receber o 13º de 2019.