O reajuste do salário mínimo em 2019 de R$ 998 e não de R$ 1.006, como previa o Orçamento da União, atende a regra criada em 2011 no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O decreto foi assinado pelo presidente Bolsonaro (PSL) e entrou em vigor a partir de 1º de janeiro.
A revisão do mínimo obedece a uma fórmula que leva em consideração o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a variação da inflação, medida pelo INPC, do ano anterior, portanto, a fórmula determina a soma do resultado do PIB de 2017 (alta de 1%) e o INPC de 2018. Como só será possível saber no início do ano que vem a variação do INPC de 2018, o governo usa uma previsão para propor o aumento.
Além da inflação e do resultado do PIB, no reajuste do mínimo de 2019 está embutido uma compensação pelo reajuste autorizado em 2018, de 1,81%, que ficou abaixo da inflação medida pelo INPC.
Este ano é o último de validade da atual fórmula de correção do salário. Bolsonaro terá que decidir até abril qual será a regra de reajuste do mínimo a partir de 2020.
Veja os últimos valores:
- 2011: R$ 545;
- 2012: R$ 622;
- 2013: R$ 678;
- 2014: R$ 724;
- 2015: R$ 788;
- 2016: R$ 880;
- 2017: R$ 937;
- 2018: R$ 954;
- 2019: R$ 998.
Veja Lei Federal 12.382 que criou a regra para reajuste.
Veja Lei Federal 13.152 que prorrogou a regra para os anos de 2016 até 2019.