Durante participação na sessão desta segunda-feira (23) da Câmara Municipal de Recreio o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, José Augusto de Souza Filho “Dutinha”, disse que “por causa da falta de chuvas prolongadas o fornecimento de água está mais difícil do que nos anos anteriores”. Desde 2014, a cidade sofre rotineiramente com os mesmos problemas.

Segundo o diretor, em seu primeiro ano à frente da empresa responsável pelo abastecimento de água no Município, as dificuldades foram várias, entre eles a falta de produtos químicos em estoque para tratamento de água em janeiro, ausência de um plano emergencial para os períodos de estiagem, total abandono da Estação de Tratamento de Esgoto do Alto do Asilo e as dificuldades financeiras para realização de melhorias no sistema de abastecimento. Dutinha aproveitou também para relatar que no ano de 2014 dois poços artesianos foram licitados pelo SAAE, porém, segundo informações, por ordem do executivo municipal da época a obra não foi realizada. Os valores dos poços não foram informados. Dutinha disse que o processo licitatório está disponível no escritório da empresa caso os vereadores queiram analisar.
Todos os parlamentares (Beto, Marcel, Fabrísio “Pão Doce”, Paulinho Pintor, Jovane, Valma, Chiquinho e Pororoca), com exceção da vereadora Leninha que estava ausente por motivos de saúde, mostraram-se preocupados com a situação do abastecimento de água em Recreio. Eles reforçaram que mesmo com a chegada das chuvas a medida do racionamento deve ser mantida.
O diretor (foto) aproveitou a oportunidade para informar que o prefeito Zé Maria Barros já apresentou um projeto a FUNASA para perfuração de poços artesianos e melhoria no sistema de abastecimento, além de acionar a Defesa Civil do Estado. “Esta semana ele está em Belo Horizonte em busca de uma posição definitiva dos órgãos”. Dutinha destacou também a importância da cessão da água do açude de uma propriedade particular logo à cima do manancial.
Sobre os problemas enfrentados pela empresa no início de 2017, o diretor disse que tudo está sendo resolvido conforme orientações do departamento de engenharia civil e financeiro da empresa. “O nosso maior problema é a falta de chuvas prolongadas para normalizar o nível do manancial. Nos anos anteriores o SAAE passou pela mesma dificuldade, porém, a estiagem dava trégua”, concluiu.

